Alugar ou comprar é daquelas perguntas que geram debates acalorados em qualquer almoço de família. A verdade é que não existe resposta universal: existe a resposta certa para o seu momento de vida e para os seus números. E dá para chegar a ela com uma conta honesta e algumas perguntas sinceras.
A conta básica da comparação
Compare o custo anual do aluguel com o valor do imóvel que você compraria. Some ao lado da compra os custos que o aluguel não tem: entrada imobilizada, juros do financiamento, ITBI, cartório e manutenção por sua conta. Do lado do aluguel, considere que o dinheiro da entrada poderia render investido, mas que o aluguel sobe com o tempo e não constrói patrimônio. Colocar tudo em uma planilha simples já tira a decisão do campo do achismo.
Quando o aluguel tende a ganhar
- ›Carreira ou vida pessoal com mudanças de cidade prováveis
- ›Você ainda não sabe em que bairro quer criar raízes
- ›A entrada consumiria toda a sua reserva de emergência
- ›Momento profissional instável, sem previsibilidade de renda
- ›Os aluguéis na região desejada estão baratos em relação aos preços de venda
Quando a compra tende a ganhar
Se a sua vida está estabelecida na região, a renda é previsível e a entrada não compromete sua segurança financeira, a compra passa a fazer muito sentido. A parcela vira patrimônio em vez de despesa, você fica protegido de reajustes e despejos, e ganha a liberdade de reformar e viver no imóvel do seu jeito. Em regiões em crescimento, como várias áreas de Betim, a valorização do imóvel ainda trabalha a seu favor.
O fator que a planilha não mede
Existe um valor emocional em morar no que é seu: segurança, pertencimento, a sensação de raiz. Para algumas pessoas isso vale muito, para outras a flexibilidade do aluguel vale mais. Faça a conta financeira primeiro, e depois pese esse fator com honestidade. A boa decisão junta as duas dimensões.
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